Por Luciano Dini
Saí de São Leopoldo/RS rumo a Bagé com o clima apontando chuva. Vesti a roupa de chuva pra rodar assim mesmo com minha Himalayan. Distância: 400Km. Objetivo: Prestigiar a sessão de autógrafos do Bageense e motociclista Ricardo Lugris.

No evento também estavam expostas duas motos antigas, da coleção de um amigo motociclista também natural de Bagé. Uma DKW e outra Horax. Ele está finalizando a restauração de uma Royal Enfield antiga de 700cc. Me mostrou fotos e vídeos. Pra quem tem dúvida da Himalayan, se respeitar os limites da moto ela vai muito bem no asfalto em distâncias maiores.

 

Por Robson Almeida

Com aproximadamente 100 inscritos, o passeio partiu de Porto Alegre em direção ao Rota 446, um restaurante na rodovia RS-446, cidade de Carlos Barbosa, distante 105Km. A rapaziada se reuniu na concessionária a partir das 8:30h no dia 26, para um café. Após a orientação aos participantes sobre a pilotagem em comboio, as 10h o pessoal iniciou o passeio. Almoço por adesão e retorno livre. Um momento de muita confraternização e fortalecimento das amizades.

 

Veja o vídeo sobre como foi nosso passeio aqui no Rio Grande do Sul

 

Outro vídeo sobre o passeio

Por Robson Almeida

Aquela foi uma noite muito gelada! Eu sabia que o inverno iria castigar, eu havia consultado a previsão do tempo. Mas assim como um adolescente precisa apanhar no amor pra aprender o que os pais o aconselharam, eu também precisei sentir na pele!

Se você não viu a parte 1 desse relato, segue o link da PARTE 1

Lady Thatcher ficou abrigada e não pegou geada e nem orvalho, mas mesmo assim tive dificuldades para mantê-la funcionando. Parti no kick, ela desligou, parti na elétrica, ela desligou. Comecei a pensar que ela iria me deixar na mão. Mas o que teria acontecido?

Depois de algumas tentativas ela se manteve funcionando. UFA! Mas o acelerador estava preso. Eu acelerava, mas o cabo não enrolava. Era como se tivesse preso. Como eu iria continuar a minha viagem? Pasmem, meus amigos! Depois de muito fuçar, percebi que a borboleta (vou mandar esse nome por que não sei o termo correto) estava congelada! Sim! O cabo não enrolava pois aquilo que parecia uma roldana, onde os dois cabos da aceleração ficam presos estava congelada! Não sei como foi possível concentrar umidade ali, mas o que impedia o cabo era exatamente isso: estava congelado e o cabo não enrolava, a moto não acelerava e eu achei que ia perder a viagem.

Forcei diretamente onde estava preso e liberei a aceleração da moto. Primeira batalha do dia vencida! Bora descer a Serra do Corvo Branco!

Claro que antes de descer, seria preciso subir por uma estrada bem ruinzinha até a famosa fenda. Antes de começar a subir, eu precisei me deslocar por uma área tão gelada, mas tão gelada, que eu cheguei naquele impasse: se eu acelero pra sair daqui, aumenta a velocidade do vento e não vou conseguir continuar – o que vem depois do frio? – e se eu parar pra me aquecer vou ficar mais tempo ali e vou padecer igualmente. Pensei em parar em alguma propriedade e pedir ajuda, tal era o meu desespero! O verdadeiro “se correr o bicho pega e se ficar o bicho come.”

Nunca havia sentido isso (ainda não sei o que vem depois do frio)! A luva não segurou a onda do frio. O casaco era o único item que estava me mantendo aquecido. Já a calça… peço que as damas me perdoem, caso venham a ruborizar com o que vou dizer, mas se rirem ficarei satisfeito. Foi a primeira vez que achei que o saco ia congelar! Isso era o que mais me preocupava, por que meu amiguinho foi preterido e não recebeu a devida proteção. Encolhia tanto, mas tanto que me parecia que de apêndice, estava sendo rebaixado a asterisco! Não desejo isso a ninguém!

Apenas com a força de vontade e um pouco de consciência de que eu tinha que sair daquele vale (a grama estava branca e o vento contra), me superei e cheguei na primeira parte da subida, naquela suave curva pra esquerda que tem no início do aclive. Parei ali mesmo. Tinha um modesto raio de sol naquela área. Desliguei a moto, tirei a luva e fui roubar o calor do motor. Tive cuidado para não deixar muito tempo em contato e queimar a mão, já que estava dormente. Ao sentir que estava voltando à minha dignidade, peguei meu cantil que estava cheio de rum e o bebi. Foram 350 ml de bebida goela abaixo. A orelha esquentou e me surpreendeu que não teve embriaguez. Vi que poderia continuar. Continuemos a subir!

Na subida encontrei um rider, acho que nos seu 50tões bem vividos, na sua BMW 1200 e devidamente protegido do frio. Conversamos já na fenda da rocha (não tirei foto por que a cerração ainda não havia se dissipado) e o ouvi dizer, bastante transtornado, que o aquecedor de manopla daquela moto não servia de nada, além de outras queixas… Pensei se deveria falar pra ele que 30 minutos atrás eu estava ficando sem saco, mas imaginei que eu contribuiria melhor se apenas ouvisse. Dito e feito. Com a queixa já registrada, montou na sua máquina e desceu a serra. Desci em seguida. Nos encontraríamos de novo em Braço do Norte e no Mirante da Serra do Rio do Rastro.

 

O resto foi só alegria! Desci o Corvo e subi a SRR. Mas ainda faltava muito pro meu ride!

Para não saturar o leitor amigo com textos longos, que pra mim está sendo divertido pois estou praticamente revivendo a viagem, me comprometo a continuar a minha viagem a partir de Bom Jardim da Serra, onde parei pra almoçar e peguei a Rota dos Cânions.

==========================
Lady Thatcher agora tem um canal!
Nos acompanhe! O canal é novo e estamos aprendendo as técnicas ainda. Confira: CANAL SEM BOLHA

Por Luciano Dini

Foram 872km saindo de São Leopoldo/RS até Bage via BR-290 e retorno via BR-116.

 

por Rodrigo Collares

Registro da travessia que realizei no mês de Junho/2021. Foram mais de 600km de estradas de terra com muitas paisagens e caminhos pouco divulgados.

Três dias percorrendo desde a Costa Doce, cruzando pela Serra do Sudeste, e chegando no março fronteiriço com o Uruguay no interior da cidade de Bagé.

Vídeos no canal do YouTube: Ogro Humano