por Geliane Gonzaga

Em uma sexta feira com muita expectativa saímos de Franca (SP). Eu de Hima, meu filho Renato de Tenere, meu irmão Zainer de Tiger e meu sobrinho Lucas de GS, para uma viagem que duraria uma semana.

Partimos por volta das 6h da manhã rumo ao nosso primeiro pouso, a cidade de Joinville/SC distante a 902Km. Sem grandes novidades, estradas já conhecidas. No outro dia saímos cedo de Joinville com destino a Urubici e distante 328Km. Lá seria nosso “ponto de apoio” para conhecer as serras catarinenses, incluindo aí claro, Rio do Rastro e Corvo Branco. Esse trecho é muito bonito, destacando os arranha-céus de Balneário Camboriú, a beleza de Florianópolis e a subida da serra pela BR-282. Chegamos após o almoço e tivemos uma imensa dificuldade de arrumar estadia na cidade. Demorou, mas arrumamos uma pensão, e então já era tarde para os 80Km até a Serra do Rio do Rastro, que ficou para o próximo dia cedo.

Amanheceu e depois de muito atraso fomos para o Rastro. Decepção total! Parece que toda a região estava dentro de uma nuvem, era difícil enxergar a dois metros de distância e o grande penhasco virou um enorme “muro branco” a nossa frente. Voltamos pra Urubici cabisbaixos e molhados. O que compensou foram as paisagens em torno da estrada. Região linda com vários chalés de campo e casas de madeira com suas chaminés típicas da região. Imenso potencial turístico, mas dentro do capacete minha cabeça mal podia acreditar que não seria dessa vez que iria ver a Rio do Rastro, sonho de infância desde que vi uma foto na época ainda de filme (revelada) lá em 1989. Paciência, pois a viagem teria que seguir no dia seguinte. Acho que a turma percebeu minha decepção e até combinaram “nas minhas costas” ficar e tentar novamente no próximo dia.

No dia seguinte fomos até a Serra do Corvo Branco, e lá sim, estava perfeito o tempo! Ficamos até por volta das 17h quando começou a chover e então voltamos para Urubici. De noite, já em uma nova pousada, decidimos mudar a rota da viagem. Voltaremos ao Rio do Rastro no dia seguinte bem cedo, iremos a Lauro Muller descendo a serra, subiremos e de lá o plano é seguir para nosso próximo destino, Dionísio Cerqueira, via São Joaquim, Lages, Xanxerê. Deu certo e agora sim valeu a pena! O tempo abriu e é emocionante a vista da Serra do Rio do Rastro pela primeira vez. Perfeita a visão, a descida e a subida. Com direito a uma parada em um comércio no meio do caminho. Seguimos o caminho agora de alma lavada, e almoçamos em São Joaquim. O que me chamou a atenção o grande número de vinícolas e lavouras de maçãs. Final do dia dormimos em Xanxerê.

No outro dia cedo, rumamos para Dionísio Cerqueira. Cidade curiosa, lá é possível colocar um pé em SC (Dionísio Cerqueira), outro no PR (Barracão) e a mão na Argentina (Bernardo de Irigoyen). Pode-se sair do Brasil a pé, mas de veículo somente pela aduana. Existem muretas e diferenças de níveis por toda a fronteira, o que não permite a passagem de veículos. Deixamos as motos em um posto e fomos de pé, já que meu irmão e meu filho não trouxeram o RG e na Argentina se faz necessário o RG ou passaporte, CNH não vale. Aí entramos de táxi e almoçamos por lá. Meu irmão e filho, em tese clandestinos. Tiramos algumas fotos e seguimos para nosso próximo destino, Foz do Iguaçu.

Chegamos a Foz do Iguaçu já no começo da noite e fomos direto ao hotel descansar, pois ainda tem mais por vir. Acordamos no dia seguinte e nos próximos dois dias executamos um roteiro mínimo dentro das imensas possibilidades de Foz do Iguaçu. Cataratas, Paraguay (Ciudad del Este), Marco das Três Fronteiras, Templo Budista e Puerto Iguaçu (Argentina). Por sorte, alguns dias antes e apenas para Puerto Iguaçu, o governo Argentino passou a aceitar CNH. Então depois de horas na fila da Aduana jantamos na Argentina um maravilhoso (e muito barato) churrasco. Vale aqui salientar que em Foz há problemas de hospedagem em feriados, o que foi nosso caso. O cara do hotel queria dobrar o preço, aí buscamos uma pousada bem mais simples e fizemos a “mudança” debaixo de muita chuva.

Chegou o dia de novamente cair na estrada, e saímos de Foz já bem mais tarde que nossa expectativa. Viagem por rota já bastante conhecida nossa. Paramos para nosso último pouso em Presidente Prudente. De lá sem novidades seguimos pra casa que ocorreu via São José do Rio Preto.

Viagem muito top, lindas paisagens que a retina dos olhos não esquecerá. Muito frio, e acima de tudo muito boa companhia. Me sinto uma pessoa de sorte pois familiares também dividem comigo o amor pelas motos e pelas estradas. Em especial meu filho, que muito me honra fazer viagens junto dele, e apesar da sua pouca idade/experiencia foi perfeito na condução de sua moto. Claro, algumas vezes me vi gritando dentro do capacete com algumas ultrapassagens mais arriscadas dele.

Ao chegarmos em Franca paramos para uma última foto e não me lembro qual dos quatro fez uma pergunta. “Qual a próxima viagem agora? “. Já ia esquecendo de falar, as motos se comportaram todas muito bem, sem problemas por todo o trajeto. Percorremos exatos 3985km.

 

por Paulo Evangelista

Olá a todos fãs de aventuras sobre duas rodas! Iniciei uma viagem com planejamento para dois dias, de Porto Alegre até Vila Velha ES. A rota escolhida foi passar por São Paulo seguindo pela Dutra entrando em Volta Redonda/RJ passando por Três Rios e Além Paraíba entre outras cidades saindo já próximo a Cachoeiro do Itapemirim/ES.

A Himalayan 21/22 com 1.800 km se comportou muito bem e fiquei muito contente com o consumo de 36,4 km/l de média verificado no trecho entre Sombrio e Itapema. Depois observei outras médias como 33,5 e a menor foi 29km/l em um trecho que teve serra.

O conforto superou as expectativas! No primeiro dia o pernoite foi em Registro 200Km antes de São Paulo. Cheguei às 20:15h tendo saído de Porto Alegre as 3:20 da manhã. De Registro até Vila Velha no dia seguinte foram mais 19h e 45min de motocada, numa gostosa e segura velocidade de cruzeiro de 80Km/h a 3.900 giros.

Para mim está aprovada a Himalayan nos quesitos conforto, economia e potência de motor pois não havia perda de velocidade em subidas devido ao ótimo torque de 3,2 kgf/m.

O retorno previsto ao sul ainda vai ser daqui alguns dias, e aí no torrão gaúcho sei que novas aventuras nos aguardam. Forte abraço a todos e bora rodar com segurança e alegria.

 

por Nelson Campos

Parti no dia 2 de abril as 6:30 da manhã com minha Interceptor e peguei a BR-232 que liga o litoral ao sertão do estado. Fiz a primeira parada em Gravatá para tomar café da manhã. O primeiro abastecimento foi no Posto Cruzeiro em Tacaimbó, que é considerado o maior posto de combustível do Brasil.

Lá encontrei um grupo de harleyros que vieram de Caruaru para tomar café. Trocamos umas idéias, me despedi e segui até a cidade de Arcoverde onde fiz o segundo abastecimento. Também aproveitei pra esticar as pernas. Continuei pela BR-232 até Custódia para o almoço e novo abastecimento. Já chegando em Serra Talhada, bateu um pequeno cansaço mas nada que atrapalhe a viagem. Cheguei em Salgueiro por volta das 14:30h.

Passei 12 dias por lá. Na volta retornei com dois amigos que estavam de Harley-Davidson 1600cc e a Interceptor não fez feio junto às grandalhonas dos amigos. Eles ficaram em Caruaru e continuei solo até a Ilha de Itamaracá onde moro. A moto é top, anda bem, freios potentes. Só duas observações: banco duro e não tem indicação de marcha.

Por Luciano Dini
Saí de São Leopoldo/RS rumo a Bagé com o clima apontando chuva. Vesti a roupa de chuva pra rodar assim mesmo com minha Himalayan. Distância: 400Km. Objetivo: Prestigiar a sessão de autógrafos do Bageense e motociclista Ricardo Lugris.

No evento também estavam expostas duas motos antigas, da coleção de um amigo motociclista também natural de Bagé. Uma DKW e outra Horax. Ele está finalizando a restauração de uma Royal Enfield antiga de 700cc. Me mostrou fotos e vídeos. Pra quem tem dúvida da Himalayan, se respeitar os limites da moto ela vai muito bem no asfalto em distâncias maiores.

 

Por Geliane Gonzaga
Sábado de manhã, dia ensolarado, eu (de Himalayan) e meu irmão (de Tiger) saímos de Franca/SP para percorrer 800km até Curitiba. Saímos via Anhanguera até o rodoanel sul para acessar BR-116. A hima se comportou de maneira perfeita com média de 24 a 28km por litro. Sempre a uma velocidade de cruzeiro de 100/110km fomos direto, só parando pra reabastecer. A BR-116 pra mim era novidade. Linda estrada com imagens deslumbrantes que fez a distância se tornar um prazer. Sem nenhum imprevisto as 17h chegamos em Curitiba e fomos direto ao hotel.

Acordamos as 7h pra continuar a viagem, e deu uma certa preguiça devido ao frio! Mas depois de um café top e uma lubrificada na corrente, saímos em direção a Colombo/PR, início da Serra do Rastro da Serpente. Confesso que fiquei impressionado com a região. Cidades pequenas no meio da serra, muitas pequenas comunidades aqui e ali encravadas na linda serra e vegetação imponente fizeram parte do nosso trajeto inicial. E claro, não vou ficar repetindo, curvas e mais curvas. Pra todo tipo de gosto, direita e esquerda em S simples, duplo, triplo e por aí vai. Asfalto perfeito! Logo apareceu uma placa que chama atenção. “Próximos 102km estrada sem acostamento”.

A serra é linda do ponto de vista natural e mais linda ainda no contexto humano, pessoas simples, casas de madeira humildes, não se vê miséria mas comunidades tipo agrovilas, simples mas decentes com dignidade. O lado ruim é que não tem lugares pra tirar foto, pois de um lado barranco, de outro “abismo” e no meio uma rodovia bem cuidada, pista simples e sem acostamento. De carro, um pneu furado será realmente um problema pois é raro o lugar onde se enxerga 100m à frente, de tanta curva. Não é um lugar pra ser “moleque”. É necessário ter maturidade e juízo ou a viagem vai acabar mal. É lugar de curtir, com raríssimos trechos a 80km/h.

Chegamos a uma cidade chamada Tunas do Paraná ou tipo assim, confesso que o nome me fugiu. Uma cidade diferente encravada no meio da serra, muito interessante. Mais à frente, já na divisa estadual temos Adrianópolis/PR e Ribeira/SP, que são separadas por um rio. Ambas as cidades encravadas na serra, deu muita vontade de dormir lá. Tiramos algumas fotos e continuamos agora em SP, na mesma característica de estrada, até Apiaí onde a cidade é bem interessante. Tem um ponto de parada temático, muito legal. Em frente tem um parque com equipamentos desativados de mineração de ouro. Vale a pena conhecer após comprar umas lembrancinhas e atravessar a rua. De Apiaí até Capão Bonito continua o roteiro: curva, curva e mais curva! Chegamos em Capão Bonito e fomos direto ao hotel. Após dar entrada, fomos no Porthal do Rastro da Serpente. É um “point” icônico na região, mas sinceramente um quarteirão atrás um posto inaugurou uma nova lanchonete, chama-se Rota Café. Vale a pena comer um lanche ali, e assim terminou nosso dia.

Acordamos no domingo e voltamos pra casa via Piracicaba / São Carlos / Ribeirão Preto / Franca. Viagem de 460km tranquila, pista dupla sem novidades. Nesse exato momento estou aqui deitado no sofá escrevendo esse relato rsrs, com o corpo cansado mas a alma lavada e leve. Amanhã volto ao trabalho com outra cabeça, com certeza! Super recomendo essa viagem. Quanto à moto, sem nenhuma ocorrência, confiável e confortável. Também super-recomendo kkkk. Abraço a todos.