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22/janeiro 3 anos da Himalayan no Brasil! Parece que foi ontem! Depois de 2017 e 2018 inteiro sendo cobrada sobre a moto, a Royal Enfield lançou a Himalayan no Brasil em 22/janeiro/2019! Algumas curiosidades do lançamento estão relacionadas no site Royal Riders! Clique AQUI pra conhecer!

E O QUE ACONTECEU?
Muita coisa! Pro bem e pro mal! Incrível como uma moto despertou tanto ÓDIO nas redes sociais, por ser diferentona. Chamar de feia a gente nem dá bola. “Muito pesada e manca”, dizem os analistas de ficha técnica. Jovens, a Royal Enfield não faz motos ultramodernas com foco em desempenho! Ela faz motos gostosas de pilotar, amigáveis ao iniciante. Motos com cara de moto, não de transformers. E o conceito “LONG STROKE” dos motores permanece sendo incompreendido.

Ah mas ela tem defeito! Sim, vários! Não é perfeita! Não existe moto perfeita. Alguns defeitos nem as concessionárias sabiam que tinha! Estamos todos aprendendo juntos. Alguns “defeitos” são comuns a qualquer moto, e todo mecânico ou dono mais preparado tecnicamente consegue arrumar. Outros problemas, só na concessionária mesmo. O mais grave, felizmente já teve solução! Comentamos no próximo item mais abaixo.

Apesar da “campanha do contra”, a Himalayan se espalhou pelo país, mesmo antes da expansão da rede de concessionárias. Temos notícias de donos do Oiapoque ao Chuí! Vários pioneiros estão desbravando território (rodando bem longe das concessionárias) e abrindo caminhos (respondendo centenas de perguntas dos curiosos e interessados). Nunca é fácil, nós sabemos!

Pilotos brasileiros de Himalayan cruzaram o país, visitaram os países vizinhos, e estão percorrendo o mundo! Na página LIVRO DE AVENTURAS do site Royal Riders temos o registro de várias viagens realizadas. A moto já foi conduzida por guerreiros que foram e voltaram de pontos incríveis como Ushuaia, Atacama, Patagônia e Machu Picchu no exterior. E dentro do Brasil centenas de locais já foram visitados, dos populares aos escondidos. Visite o Livro de Aventuras e se delicie com os registros. Vamos destacar aqui a megaviagem do casal ADEJAN e RAFAELA, que visitaram TODAS as capitais do Brasil e os 4 pontos extremos, cumprindo dois desafios propostos pelos Fazedores de Chuva. Percorreram 34000Km pelo país nesta viagem que durou sete meses e meio. A moto hoje tem 72000Km rodados! Adejan é pioneiro de Himalayan no Nordeste, desde 2019. Diz a lenda que tem um proprietário do RJ com quase 100.000Km rodados, quem conhecer avise a gente!

Na página ROYAL ENFIELD FAQ você pode ler várias dicas, histórico e informações sobre a Himalayan. Tem uma lista de proprietários que fazem vídeos sobre a moto, textos jornalísticos e reportagens. Um destaque mostrando como a moto é amigável para o iniciante, é o vídeo do Azeitona quando testou a Himalayan. Clique AQUI para ver.

O PRODUTO ESTÁ EVOLUINDO?
No Brasil a grande evolução foi a chegada do Ajuste da ECU, agora em dezembro 2021! Um ano depois da cobrança pública feita pela CARTA ABERTA, disponível AQUI. As motos já corrigidas tem se mostrado bem acertadas conforme os relatos de vários proprietários. Rodar aproveitando toda a faixa útil de RPM do motor, sem danos, é o mínimo que se espera de qualquer moto. E agora finalmente temos uma Himalayan digna de seu nome. Bressan fez testes de dinamômetro com suas himas onde podemos ver o impacto do ajuste da ECU claramente! Confira AQUI!

Outros itens evoluíram, como a capacidade de carga do bagageiro, de 5Kg no início para os 7Kg atualmente. Compatível com as motos concorrentes. Mas continuamos sugerindo reforços para quem deseja usar baús enormes e carga pesada. Tem essa dica no site Royal Riders também!

Uma coisa que precisamos ver evoluir, é o PDI (Inspeção Pré-Entrega). As motos vem montadas da Índia e são ativadas no Brasil. Única coisa que se faz aqui é montar a bolha e os espelhos, todo o resto vem pronto. É NECESSÁRIO que as Concessionárias façam um check-list melhor para a entrega, especialmente em itens já velhos conhecidos e sempre reportados como o aro do farol com folga (gera ruído), aperto excessivo da coluna de direção (gera calo no rolamento) e a pouca graxa nos rolamentos de direção e balança traseira. PARECE que algumas concessionárias já fazem algumas verificações a mais (bendita concorrência!) mas isso pode e deve ser um procedimento padrão geral.

O QUE VEM PARA O FUTURO?
Temos “boatos quentes” sobre o desenvolvimento de uma “Himalayan 450cc”, ainda mais apta para o off-road. Com motor beirando os 40cv e refrigeração líquida. Ainda se sabe pouco sobre essa moto, a “notícia” é do final de novembro/2021. O Guilherme comenta a notícia vinda da Índia AQUI!

E também sobre a “Himalayan 650cc”, tão papagaiada desde 2018 com o lançamento do motor bicilíndrico. O fato real distorcido pela mídia sensacionalista indiana (e repetida mundo afora) foi a análise de quais modelos poderiam receber o novo motor. Hoje já se sabe que o quadro original da Himalayan não aguenta. Assim o “boato quente” agora fala que tem um novo quadro sendo desenvolvido para uma “big-trail 650cc” da Royal, com vocação mais asfalto do que terra. Já se comenta que inclusive vai ter versão estrada e versão mais off-road já original de fábrica. Similar por exemplo a Vstrom (rodas de liga leve e pneus on-road) e a Vstrom XT (roda raiada e pneus off-road).

De qualquer forma, só o tempo vai dizer! Ainda é cedo. A Himalayan só tem 3 anos no Brasil e 5 anos no mundo! Muita gente curtindo, viajando, vivendo. Para os insatisfeitos, felizmente existem opções no mercado. Bendita concorrência!

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Chegou a hora de trocar pneus e está com dúvida do que fazer? Continuar com a marca e modelo original ou testar outras opções? Mas quais opções existem? E qual a melhor? Este artigo é pra você!

A primeira coisa é verificar as medidas originais dos pneus da moto. No caso da Classic 500 e Bullet 500 as medidas são: Dianteiro 90/90-19 e Traseiro 120/80-18. A leitura é LARGURA/ALTURA-ARO. Ou seja, o pneu dianteiro tem 90mm de largura (9cm). Tem altura de 90% da largura, ou seja 81mm (8,1cm). E diâmetro do aro de 19 polegadas. O mesmo raciocínio se aplica para o pneu traseiro (largura 120mm, altura 80% de 120, e aro 18). Essa é a regra geral e vale pra qualquer pneu, seja de moto, de carro, caminhão, etc.

A segunda coisa agora é verificar NO GOOGLE quais pneus existem pra essas medidas. Você vai e coloca lá PNEU 90/90-19 e vem dezenas de pneus nos resultados! Deixamos essa pesquisa pronta AQUI!

Como avaliar? O primeiro item a avaliar é o INDICE DE CARGA E VELOCIDADE do pneu! LEIA AQUI a dica sobre isso, no site da Michelin! As 500cc são motos de 190Kg que atingem 130Km/h! Se o pneu não for fabricado para aguentar este peso e velocidade, você corre risco sério! Não adianta pegar um pneu barato de 130 reais que se usa em uma moto de 150cc levinha! As 500cc precisam de pneus com uma qualidade superior! Fique SEMPRE ligado nessas letrinhas esquecidas que vem logo após a medida do pneu. O pneu dianteiro tem que ter índice 50 ou maior, e da letra M pra frente. O traseiro tem que ter índice 62 ou maior, e também da letra M pra frente.

Os pneus frequentemente encontrados no mercado são para motos trail, portanto são de uso misto. E podem ser usados tranquilamente na Classic/Bullet, inclusive deixando-as com um visual mais “bruto” ainda. A ressalva é que podem trazer um pouco de vibração e ruído, típico de pneus com sulcos mais largos. Existem alguns raros pneus para motos city/street/naked, e portanto mais caros.

Para usar pneus mais largos que os originais, o espaço livre do paralama dianteiro ou da balança traseira não permite muitas ampliações.

Lembrando sempre que pneus são importantíssimos para sua segurança! Se não tem certeza do que está fazendo, não faça! Se for experimentar trocar medidas, aros, tipos de uso, lembre que é por sua própria conta e risco. “Ride Safe” pra poder Rodar Sempre!

– Caso encontre novos modelos de pneus compatíveis com a Classic e Bullet, envie sua dica pelo formulário mais abaixo da tabela.
– Registre seu consumo de pneus no banco de dados, para que possamos ter futuramente comparações de custo/benefício. Clique aqui!

PNEUS DIANTEIROS

td>52H

IRA Bunker 90/90-19 52P Dianteiro
LEVORIN Dakar 90/90-19 52S Dianteiro
MAGGION Viper 90/90-19 52T Dianteiro
MAGGION Predator 90/90-19 52S Dianteiro
METZELER TOURANCE 90/90-19 52P Dianteiro
MICHELIN Sirac 90/90-19 52P Dianteiro
PIRELLI MT-60 90/90-19 52P Dianteiro
PIRELLI MT-66 90/90-19 Dianteiro
RINALDI R34 90/90-19 52T Dianteiro
TECHNIC Deluxe 4.00 19 Dianteiro

PNEUS TRASEIROS

CINBORG Parrudo 120/80-18 62S Traseiro
IRA Bunker 120/80-18 64S Traseiro
KENDA K761 120/80-18 62H Traseiro
KENDA K280 120/80-18 62P Traseiro
MAGGION Viper 120/80-18 62T Traseiro
MICHELIN Sirac 120/80-18 62T Traseiro
METZELER Enduro3 Sahara 120/80-18 62S Traseiro
METZELER Tourance 120/80-18 62S Traseiro
PIRELLI MT-60 120/80-18 62S Traseiro
RINALDI R34 120/80-18 62S Traseiro
TECHNIC Deluxe 4.50 18 Traseiro

Colabore sugerindo um pneu compatível que você JÁ USOU na sua Royal Enfield!

nome e contato (telefone ou email)
Código da peça, ou moto doadora

Por Luciano Dini
Saí de São Leopoldo/RS rumo a Bagé com o clima apontando chuva. Vesti a roupa de chuva pra rodar assim mesmo com minha Himalayan. Distância: 400Km. Objetivo: Prestigiar a sessão de autógrafos do Bageense e motociclista Ricardo Lugris.

No evento também estavam expostas duas motos antigas, da coleção de um amigo motociclista também natural de Bagé. Uma DKW e outra Horax. Ele está finalizando a restauração de uma Royal Enfield antiga de 700cc. Me mostrou fotos e vídeos. Pra quem tem dúvida da Himalayan, se respeitar os limites da moto ela vai muito bem no asfalto em distâncias maiores.

 

Por Geliane Gonzaga
Sábado de manhã, dia ensolarado, eu (de Himalayan) e meu irmão (de Tiger) saímos de Franca/SP para percorrer 800km até Curitiba. Saímos via Anhanguera até o rodoanel sul para acessar BR-116. A hima se comportou de maneira perfeita com média de 24 a 28km por litro. Sempre a uma velocidade de cruzeiro de 100/110km fomos direto, só parando pra reabastecer. A BR-116 pra mim era novidade. Linda estrada com imagens deslumbrantes que fez a distância se tornar um prazer. Sem nenhum imprevisto as 17h chegamos em Curitiba e fomos direto ao hotel.

Acordamos as 7h pra continuar a viagem, e deu uma certa preguiça devido ao frio! Mas depois de um café top e uma lubrificada na corrente, saímos em direção a Colombo/PR, início da Serra do Rastro da Serpente. Confesso que fiquei impressionado com a região. Cidades pequenas no meio da serra, muitas pequenas comunidades aqui e ali encravadas na linda serra e vegetação imponente fizeram parte do nosso trajeto inicial. E claro, não vou ficar repetindo, curvas e mais curvas. Pra todo tipo de gosto, direita e esquerda em S simples, duplo, triplo e por aí vai. Asfalto perfeito! Logo apareceu uma placa que chama atenção. “Próximos 102km estrada sem acostamento”.

A serra é linda do ponto de vista natural e mais linda ainda no contexto humano, pessoas simples, casas de madeira humildes, não se vê miséria mas comunidades tipo agrovilas, simples mas decentes com dignidade. O lado ruim é que não tem lugares pra tirar foto, pois de um lado barranco, de outro “abismo” e no meio uma rodovia bem cuidada, pista simples e sem acostamento. De carro, um pneu furado será realmente um problema pois é raro o lugar onde se enxerga 100m à frente, de tanta curva. Não é um lugar pra ser “moleque”. É necessário ter maturidade e juízo ou a viagem vai acabar mal. É lugar de curtir, com raríssimos trechos a 80km/h.

Chegamos a uma cidade chamada Tunas do Paraná ou tipo assim, confesso que o nome me fugiu. Uma cidade diferente encravada no meio da serra, muito interessante. Mais à frente, já na divisa estadual temos Adrianópolis/PR e Ribeira/SP, que são separadas por um rio. Ambas as cidades encravadas na serra, deu muita vontade de dormir lá. Tiramos algumas fotos e continuamos agora em SP, na mesma característica de estrada, até Apiaí onde a cidade é bem interessante. Tem um ponto de parada temático, muito legal. Em frente tem um parque com equipamentos desativados de mineração de ouro. Vale a pena conhecer após comprar umas lembrancinhas e atravessar a rua. De Apiaí até Capão Bonito continua o roteiro: curva, curva e mais curva! Chegamos em Capão Bonito e fomos direto ao hotel. Após dar entrada, fomos no Porthal do Rastro da Serpente. É um “point” icônico na região, mas sinceramente um quarteirão atrás um posto inaugurou uma nova lanchonete, chama-se Rota Café. Vale a pena comer um lanche ali, e assim terminou nosso dia.

Acordamos no domingo e voltamos pra casa via Piracicaba / São Carlos / Ribeirão Preto / Franca. Viagem de 460km tranquila, pista dupla sem novidades. Nesse exato momento estou aqui deitado no sofá escrevendo esse relato rsrs, com o corpo cansado mas a alma lavada e leve. Amanhã volto ao trabalho com outra cabeça, com certeza! Super recomendo essa viagem. Quanto à moto, sem nenhuma ocorrência, confiável e confortável. Também super-recomendo kkkk. Abraço a todos.

Em 2017, no primeiro semestre ainda… após a abertura da concessionária SP em 20/04/2017, Bruno13 criou o grupo zap Royal Enfield Brasil que continua ativo, positivo e operante. Agrega donos e curiosos, incluindo haters e espiões de youtobas lacradores, e propicia a troca de experiências, tira-dúvidas, formação de amizades, como faz normalmente qualquer grupo.

Um belo dia entrou um “doido”, que se apresentou como dono de Classic e passou o dia xingando a moto. 500cc fraca, lerda, vibrava, etc. O mimimi de sempre.

E o pessoal tentando explicar, falando do conceito, da idade do projeto, do que esperar da moto, sempre naquele tom querendo auxiliar o novo integrante. Com o tempo o grupo percebeu que pelo papo era algum playboyzão que comprou a moto errada. Isso se não for um corno de Facebook levantando material pra zoeira naquelas paginas “di humô”!

Nesse batepapo todo, quando ele falou que a moto só servia pra comprar pão na esquina… o bicho pegou!

Cada um foi falando da padaria na pqp que visitou com a moto. Galera mandava foto e dizia “Padaria a 300km de casa!” e assim por diante. No segundo dia expulsaram o mala. Nosso primeiro bullying!

Posteriormente Marcelo Cassavia, Designer Gráfico e proprietário de Himalayan de São Paulo, criou o logotipo inspirado no lema “Made like a gun”. Com o tempo João Tadeu SP e Caio Boró RS fizeram adesivos para o grupo, e a brincadeira foi se espalhando e virando mais um item da história da Royal Enfield no Brasil.

Abaixo a imagem disponível para download e confecção de adesivos. A única regra é “sem fins lucrativos”! Faça para você, pros amigos e rachem a despesa.