Prezados, o bagageiro da Himalayan modelos 2019/2020/2021 Brasil tem limite de peso de 5Kg. Na Hima 2021 India (provável 2022 Brasil) já será de 7Kg, ficando igual ao limite da XRE300 e da Lander.

Caso você queira levar um bauleto traseiro maior, temos hoje três tipos de reforço que podem ser feitos. Conhecimento baseado na experiência de vários pilotos, aproveite e evite a quebra do seu! Todos eles podem ser feitos em qualquer serralheiro decente na sua cidade.

REFORÇO TIPO 1 – CARGA LEVE

Para bauleto e carga leve. Pode ser feito de chapa ou de cano, conectando a ponta do bagageiro com a curva onde está o ferro que vai pra baixo do banco do garupa. Transfere esforço para essa curva, e poderá ocorrer a quebra da alça do bagageiro. O reforço antigo da Chapam encaixa nesta categoria.

 

 

 

 

REFORÇO TIPO 2 – CARGA MÉDIA

Criado pela Serralheria Rosart de São Bernardo do Campo, SP. Testado ok com bauleto e carga até 10Kg, em viagens de asfalto e off-road. Transfere peso para o quadro, então poderá ocorrer fratura da curva do quadro no ponto aproximado entre os dois bancos. O reforço da Livi encaixa nesta categoria.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REFORÇO TIPO 3 – CARGA PESADA

Para bauletos grandes, pesados, este reforço é fundamental! A viga entre a ponta do bagageiro e a pedaleira do garupa vai servir como reforço de quadro, aliviando o peso no ponto crítico de quebra. Pode ser feito com cano ou barra.

 

 

 

 

Exemplo de reforço tipo 2 e 3 na mesma moto!

 

 

 

 

 

 

 

Bressan não reforçou o bagageiro da Hima Branca, usou um bauleto Melc de 29 litros e evita rampar lombadas ou usar bauleto quando em off-road. Nunca teve quebra, mesmo com o bauleto cheio (galocha, capa de chuva, spray de corrente). No caso da Hima Preta e da Hima Cinza, Bressan usa o reforço tipo 2.

 

Me aventurei no coração do Pantanal Mato-grossense com minha Royal Enfield Classic 500 na Estrada Transpantaneira, Rodovia MT-060, ou simplesmente a Transpantaneira. Esta estrada de chão com mais de 120 pontes sendo muitas de madeira, corta o Pantanal do Mato Grosso ligando a pequena cidade de Poconé ao distrito de Porto Jofre, já na divisa com Mato Grosso do Sul, e tem quase 150 quilômetros e é um dos grandes atrativos turísticos da região.

O que tornou o trajeto mais desafiador é que não há qualquer infraestrutura, ou seja, tem que levar tudo consigo, mas tudo mesmo e para isso, contei com a companhia dos Cavaleiros do Pantanal e do Moto Grupo Renovados. É essencial sair de Poconé com tanque cheio e combustível sobressalente, pneus em dia e kit de reparo além de ferramentas já que não há postos de combustível, borracheiros ou mecânicos disponíveis. Além disso, se você decidir encarar a aventura pantaneira até Porto Jofre pela Transpantaneira, leve recursos para providenciar sua alimentação pois não há restaurantes caso decida acampar como eu fiz.

A viagem pela Transpantaneira não começou para mim de Poconé! Parti de Cuiabá, cidade a cerca de 105 quilômetros de Poconé. Da capital de Mato Grosso, as estradas são asfaltadas e estão bem cuidadas mas, existem alguns buracos e todo o cuidado é pouco. De Poconé, iniciamos nossa aventura parando no Pórtico da Transpantaneira, um verdadeiro cartão postal de Mato Grosso.

Não se esqueça de tirar uma foto no pórtico da estrada, hein! Aí, a partir do Pórtico da Transpantaneira é que você terá que redobrar a atenção.

Você pode estar se perguntando por que essa estrada em particular deva ser conhecida e ainda rodando de Royal Enfield Classic 500, não é mesmo? A pergunta tem uma simples resposta: a Transpantaneira é extraordinária porque corta o pantanal. As planícies alagadas às margens da rodovia são o verdadeiro habitat de jacarés, capivaras, garças, veados, gaviões, martins-pescador e outros animais da selva.

Se você escolher visitá-la no período da seca, que se estende de abril a novembro, vai dar de cara também com araras e tucanos no céu mato-grossense. Porém, quando atravessei, o fiz no ápice das queimadas e presenciei uma verdadeira operação de guerra para combater as chamas e socorrer animais mobilizando a sociedade civil e órgãos dos governos municipal, estadual e federal. O Pantanal foi severamente atingido por queimadas que destruíram mais 15% de sua cobertura vegetal: são quase 2,2 milhões de hectares queimados, o que corresponde a quatro vezes o tamanho do Distrito Federal e chega perto do tamanho do estado de Sergipe.

Segui por uma reta interminável mas na verdade, existe a sensação de que é uma reta, mas não é, a gente tem a companhia da planície praticamente seca e de animais amontoados nos pequenos resquícios de água que ainda resistiam. Nas cheias, com mais espaço para nadar e com alimento abundante, os animais ficam mais dispersos e não formam os grandes grupos normalmente vistos no auge da seca.

Quem vai ao Pantanal sempre tem a expectativa de avistar onças, ainda que o objetivo seja a pesca, porém, nem sempre isso é possível. São animais arredios e raramente são flagrados na natureza, mas em Porto Jofre, onde os avistamentos são a partir de barcos, e não de safári, como no Pantanal Sul, essa não é uma missão difícil, pelo contrário.

Para fazer o percurso da Transpantaneira é preciso de planejar. Escolher a época certa, cuidar da motocicleta e definir onde ficar hospedado serão algumas das etapas importantes do seu planejamento. Mas, a ótima notícia é que é tudo muito fácil de organizar. Sem complicações, você vai poder aproveitar mais e gastar menos.

A estação das chuvas vai de outubro a março e favorece os passeios de barco. Neste período, é lama e uma Himalayan vai tirar de letra, lógico, com muita aventura não é mesmo? Como fui na seca, e que seca gente, minha Classic 500 atravessou tranquilamente e não tive qualquer problema por ser uma Squadron Blue, se for uma Battle Green, tome cuidado. Ops, brincadeirinha! Na seca, que vai de abril a setembro, as estradas ressurgem e os veículos de passeio transitam sem problemas. É nesta época que animais aparecem mais frequentemente na beira dos rios.

Pilote com tranquilidade na Transpantaneira e aproveite para tirar fotos dos animais. Nas margens da rodovia é possível ver pássaros, jacarés e muitos outros bichos – e, claro, eles atravessam na frente da motocicleta sem avisar. Portanto, pilote devagar e seja cuidadoso para não atropelar nenhum animal!

Em todo o percurso encontrei dezenas de pontes de madeira e algumas em péssimo estado de conservação ou completamente consumidas pelo fogo e as piores começam a partir do quilômetro 60 da rodovia. A Transpantaneira teve muitas áreas afetadas e algumas pontes ficaram severamente comprometidas. Portanto, antes de confirmar sua motoviagem, é importante se informar sobre as condições da região. Isso é importante porque muitos passeios foram suspensos e, com as queimadas ativas quando atravessei, havia risco para a saúde respiratória.

Por fim meu caro Royal Rider, percorrer os 150 km da Transpantaneira será perfeito para conhecer a paisagem da região. Tudo à volta é enriquecido por uma variadíssima biodiversidade, um banquete para os sentidos. Somadas, as espécies de mamíferos, aves, peixes e répteis ultrapassam mil, e o maior ícone entre elas é a onça-pintada. Essa fauna habita cenários com recortes de Floresta Amazônica, Caatinga, Cerrado, charco e Mata Atlântica.

Perfeito para mototuristar, não é mesmo? Bora?

 

 

 

A apenas 145 km de Cuiabá/MT, Jaciara é conhecida na região como a Capital dos Esportes Radicais. E a fama faz todo o sentido. Repleta de grutas, cachoeiras e corredeiras, atrai adeptos do rafting e do rapel que chegam à cidadezinha de 30 mil habitantes em busca de adrenalina.

Conheci dois pontos turísticos na cidade, e acredite, tem muita coisa boa:

Cachoeira da Fumaça: Com uma queda de 30 metros e um grande volume de água, ela se impõe em meio à natureza. Alguns corajosos, que gostam de muita adrenalina, encaram descer de rapel por uma queda lateral, para logo depois, embarcarem em um bote e enfrentarem as corredeiras do Rio Tenente Amaral.

Cachoeira da Mulata: A cachoeira é formada pelo córrego da Mulata e tem aproximadamente 25 metros de queda d’água. Também é utilizada para a prática de rapel pelas agências locais. Por estar localizada próxima a cidade, apenas 15 km do centro, tornou-se a principal área de lazer dos moradores.

Fora da água também há muito para ver e fazer em Jaciara. A 15 km do centro, na fazenda Castanheira, fica o Sítio Arqueológico Vale das Perdidas, repleto de pinturas rupestres que remetem a inscrições datadas há mais de 3 mil anos.  Já na Fazenda Vertente, a 60 km, a atração é a Caverna que Chora. Dividida em várias galerias e salões de arenito, guarda uma surpresa no último salão: uma pequena cachoeira que forma uma banheira natural, apelidada de Cachoeira do Amor. 

Bora mototuristar? Descubra Mato Grosso!

 

 

Juscimeira é uma pequena cidade que está localizada a 170 km da capital Cuiabá-MT e a 56,8 km de Rondonópolis-MT. A pequena cidade é conhecida como cidade de primeira, porque se engatar a segunda a cidade já acaba. Ela possui um grande presente da natureza, a Cachoeira do Prata, localizada a 14 km da BR-163.

A Cachoeira do Prata possui uma beleza ímpar com uma grande queda d’água de 30 metros de altura, com fortes corredeiras e piscinas naturais. Para se molhar não é necessário entrar na água, basta ficar de frente para cachoeira a uma distância de 50 metros que as fortes quedas d’água podem ser consideradas um umidificador natural. Vindo de Rondonópolis a o entrar na cidade, do lado esquerdo tem um posto de combustível que possui uma rua lateral que leva até a cachoeira. A estrada possui várias placas que direcionam o percurso, pela estrada não pavimentada, passando por uma ponte de cimento e 3 pequenas pontes de madeira.

Se for visitar, melhor ir preparado levando água, comida, bebida, boia, colete salva-vidas, bola, protetor solar, sacola de lixo entre outros. E não esqueça de antes de ir embora, recolher todo lixo gerado, e leve com você até encontrar um local adequado para depositá-lo.O local pertence a uma propriedade particular, aberto ao público, não se paga para entrar, porém não existe estrutura nenhuma, como banheiro, bares e restaurante. Para os mais aventureiros, dá para acampar em frente ao rio.

A Cachoeira do Prata é um ótimo lugar para mototuristar!

É normal ao ser humano possuir manias, crenças e superstições, e elas são mais comuns do que você pode imaginar na cultura do motociclismo. Abaixo estão listadas algumas das crenças mais comuns do motociclismo ao redor do mundo. Confira!

  1. Sinos guardiões (“Guardian Bell”)

O “sino guardião” (“Guardian Bell”) ou “ride bell”, um pequeno sino de prata ou bronze preso à parte mais baixa do quadro de uma motocicleta, é supostamente uma arma poderosa contra o azar trazido pelos “gremlins da estrada”. Dizem que esses espíritos malignos, seres lendários do motociclismo global, são atraídos pelo som agradável, mas depois ficam presos no sino, cujo toque constante os deixa malucos.

  1. Motocicletas verdes

Algumas pessoas acreditam que motocicletas verdes dão azar… mas por quê? Uma das teorias remonta à Segunda Guerra Mundial, quando as motocicletas WLA da Harley-Davidson®, feitas para o exército americano e pintadas de verde, eram usadas por mensageiros que se tornaram os principais alvos de atiradores. Outra teoria sugere que as mesmas WLAs, reformadas para uso civil, estavam tão desgastadas após servirem na guerra que quebravam com muita frequência. Mas os diabos verdes não precisam se preocupar, já que não há evidências de que a cor da motocicleta esteja ligada à falta de sorte.

  1. Pedaleiras do garupa

Muitos motociclistas se certificam de que seus pedais ou pedaleiras traseiras fiquem dobradas para cima se não tiverem um passageiro, porque deixá-las abaixados poderia animar os espíritos malignos a pegarem uma carona. No entanto, quando estão pilotando em um cortejo fúnebre para um motociclista que faleceu, os pedais geralmente são deixados abaixados para, simbolicamente, transportar o finado em seu último passeio. É claro que deixar as pedaleiras do garupa levantadas se não estiverem em uso é uma precaução sensata, já que os pés do piloto podem esbarrar nelas e ficar presos.

  1. Ajuda aos companheiros pilotos

Se você vir um companheiro motociclista parado no acostamento da estrada, seja por qualquer motivo, é amplamente considerado que se não parar e oferecer ajuda lhe trará má sorte. A crença está relacionada ao conceito de “carma”: supostamente, se você não parar, outros não vão parar para você quando estiver precisando de ajuda. Seja qual for o fundamento dessa superstição, o resultado final é que os motociclistas sempre tomam conta uns dos outros, o que só pode ser uma coisa boa.

  1. A bênção do motociclista

Trata-se da tradição segundo a qual os motociclistas são abençoados por um líder religioso na esperança de que este lhes conceda proteção para os próximos passeios. Muitos eventos de motociclismo agora realizam uma bênção do motociclista — geralmente não denominacional, para ser o mais inclusiva possível — como parte das comemorações, para dar aos motociclistas uma sensação de segurança antes de partirem para casa.